Tecnologia do Blogger.

21 de junho de 2012

III Conferência de Enfrentamento à violência Contra o Idoso foi um sucesso

A Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso da Câmara Municipal de Angra, em parceria com o Conselho Municipal do Idoso, promoveu na tarde desta quarta-feira (20/06), o III Seminário de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa. O evento contou com a participação de representantes das secretarias de Ação Social e de Saúde do município, além da Associação de Aposentados e de entidades da sociedade civil.

Durante o mês de junho, quando acontece o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra o Idoso (dia 15) foram realizados quatro encontros, durante as reuniões da Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso, presidida pela Vereadora Lia; que discutiu a realidade das pessoas que alcançaram a terceira idade em Angra dos Reis, abordando os seguintes temas: Intergeracionalidade, Cuidadores de idosos, Acessibilidade e Benefícios da Prestação Continuada. Segundo o censo de 2010 a população de idosos em Angra é 14.135.

A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Mirian Mouzinho, disse que o objetivo do seminário foi sensibilizar a sociedade sobre a questão da violência contra o idoso. "A importância deste tipo de evento é justamente dar visibilidade à esta causa e lembrar que um dia todos seremos idosos".

A primeira palestrante da tarde foi a psicóloga Tânia Garaceki, que explicou o que é a "Auto-negligência", que pode ser explicada como “uma conduta de uma pessoa que ameaça a sua própria saúde ou segurança, com recusa ou fracasso de prover a si próprio o cuidado adequado”.

A definição de auto-negligência exclui situações nas quais uma pessoa idosa que compreende as conseqüências das suas decisões toma decisões conscientes e voluntárias de se envolver em atos que ameaçam a sua saúde ou segurança.

Estima-se que praticamente 2 terços dos perpetradores de abusos de idosos são membros da família, com muita frequência o cônjuge/companheiro (34,6%) ou filho adulto da vítima (33,5%), contudo netos, noras, genros, vizinhos também se encontram entre os abusadores. Usualmente a pessoa que abusa do idoso está a explorar uma relação de confiança. Segundo dados da APAV de 2006 os abusadores são usualmente homens (73%) e as vítimas de abuso são na sua maioria mulheres (80%). Em 57% dos casos o agressor vive na mesma casa que o idoso.

A psicóloga destacou que o abandono é uma das formas de violências mais presentes contra os idosos, em especial para aqueles que têm alguma dificuldade de locomoção ou demência. "Muitas vezes o idoso fica isolado em um quartinho dentro da própria casa e passa necessidades, como fome, falta de higiene e cuidados".

A segunda palestrante foi a professora Maria da Penha Silva Franco, vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas, que detalhou os serviços oferecidos na rede de Proteção à Pessoa Idosa. Ela destacou que este ano, 55 municípios do estado do Rio de Janeiro realizaram eventos alusivos ao dia Internacional de Luta Contra a Violência ao Idoso e parabenizou Angra por se envolver com a causa.

Penha destacou que as pessoas desconhecem os serviços oferecidos aos idosos e que muitas vezes eles não funcionam adequadamente. "Considero as Leis de Amparo a pessoa idosa como ficção científica, já que elas quase não se tornam realidade, afinal continuamos morrendo nas filas país a fora", avaliou.

"O que os idosos precisam não deve sair da cabeça dos políticos, eles precisam conhecer o que nós precisamos. Os poderes públicos não podem agir por achismo, mas sim escutar os idosos. O poder de escuta é o mais importante", lembrou Maria da Penha.

Ao final do evento, a Vereadora avaliou a Conferência: “Nosso objetivo com este seminário foi despertar em nossa população as diversas formas de violência que os idosos enfrentam em seu - dia-a-dia e mostrar caminhos para ajudar a melhorar a relação de toda a sociedade com os idosos, que construíram nossa sociedade. Nos encontros que antecederam este seminário já foram tiradas propostas que serão enviadas ao Executivo Municipal, como a criação do Fundo Municipal do Idoso; a construção de Academias da Terceira Idade (que inclusive já contam com uma emenda, do Deputado Luiz Sérgio, para a construção de duas no município); a criação de uma ouvidoria do idoso e a proposta da criação de uma Coordenadoria de Políticas Públicas para a terceira idade”, finalizou.

Também participaram do Seminário, o Secretário de Saúde do Município Jefferson Portilho e Paulo Benzi, que também representou o órgão; Cássia Marques e Vanessa Davis da Secretaria de Ação Social; Telma da Associação das Mulheres Determinadas, a Senhora Maria Aparecida, do grupo Mulheres Comunitárias em Ação; Neide Tomé da Pastoral da Mulher e Valkir Vicarone e Raul Alevato da AAPAR, Associação dos Aposentados e Pensionistas de Angra dos Reis.


Confira algumas fotos do evento:


 

 

 

   

 

 

 

 

     

 

 

 



19 de junho de 2012

III Seminário de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso acontece nesta quarta

Acontece nesta quarta (20/06), às 14h, o III Seminário de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso, no Plenário da Câmara de Angra dos Reis. O evento, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso, o Conselho Municipal do Idoso, contará com uma palestra sobre Valorização da Pessoa Idosa, proferida pela professora Maria da Penha Silva Franco, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas. Vale destacar que o grupo promoveu nas últimas semanas, uma série de reuniões que discutiram diversos aspectos do dia-a-dia dos idosos e principalmente quais políticas públicas devem ser implementadas no município para melhorar a qualidade de vida não só da pessoa idosa, mais de todos.






17 de junho de 2012

Grupo Visão sem Limites fecha reuniões preparatórias para a Conferência do Idoso

O grupo musical "Visão Sem Limites" abrilhantou a última reunião preparatória do III Seminário de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, que aconteceu no dia 12 deste mês no Plenário da Câmara Municipal de Angra dos Reis.

A reunião, promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos do legislativo, presidida pela Vereadora Lia, discutiu a Aposentadoria e Benefícios e contou com a participação de representantes da agência do INSS em Angra dos Reis, que prestaram importantes esclarecimentos para os presentes, em especial sobre os pré requisitos para se conseguir benefícios como o de Prestação Continuada.

Fernando Souza e Betânia Neves, do INSS, explicaram que por meio do telefone 135, o cidadão pode tanto agendar o seu atendimento, com dia e hora marcada em qualquer Agência da Previdência Social - observando as vagas disponíveis, quanto requerer auxílio doença, pedido de prorrogação, pedido de reconsideração, salário maternidade e pensão por morte.

O agendamento, além de possibilitar o atendimento programado e personalizado, permite que você dê entrada no seu pedido de aposentadoria, auxílio-reclusão, benefício assistencial, pecúlio, pensão por morte e salário-maternidade e Certidão de Tempo de Contribuição (CTC).

Outro benefício que muita gente não sabe que pode ter direito é o BPC, o Benefício de Prestação continuada da Assistência Social, que integra a Proteção Social Básica no âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS e para acessá-lo não é necessário ter contribuído com a Previdência Social. É um benefício individual, não vitalício e intransferível, que assegura a transferência mensal de 1 (um) salário mínimo ao idoso, com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Em ambos os casos, devem comprovar não possuir meios de garantir o próprio sustento, nem tê-lo provido por sua família. A renda mensal familiar per capita deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente.

Mais informações aqui

 

 

 

 

 

 

 

  
 

16 de junho de 2012

Entrevista com o deputado federal Luiz Sérgio

 A entrevista com deputado federal Luiz Sérgio dá continuidade à série que o site oficial do Diretório Estadual do PT passou a publicar em abril. O parlamentar foi presidente do Diretório Estadual do PT em 2010 e como tal conduziu o processo eleitoral no Estado que elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil. Eleita, Dilma Rousseff o convidou para comandar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e em seguida o Ministério da Pesca e Aquicultura. A proposta do presidente do Diretório Estadual, Jorge Florêncio é a de mobilizar as autoridades do PT, sejam elas parlamentares, secretários municipais e estaduais, bem como prefeitos e vereadores a usar este espaço para divulgar o trabalho que o PT realiza nos Poderes Executivo e Legislativo. Além disso, todos os entrevistados podem discutir de forma democrática o partido no estado do Rio de Janeiro.
As idéias e opiniões expressas na entrevista são de exclusiva responsabilidade do entrevistado, não refletindo, necessariamente, as opiniões da direção do Diretório Estadual do PT. Eis a entrevista.

1- O senhor participou da fundação do PT. Poderia fazer uma comparação do surgimento do partido e como ele está atualmente?

Luiz Sérgio: Quando fundamos o Partido dos Trabalhadores, no início da década de 1980, o que nos movia era a certeza de que poderíamos ajudar a construir um Brasil mais igual, onde a diferença entre os mais ricos e os mais pobres não fosse tão grande. Um País onde os filhos dos pobres tivessem as mesmas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Passados 32 anos o que podemos perceber é que conseguimos alcançar parte desse objetivo com os dois governos do ex-presidente Lula e estamos aprofundando essas conquistas com o governo da presidenta Dilma. Tiramos quase 30 milhões de brasileiros da pobreza absoluta, milhões de jovens ganharam acesso à universidade e ao ensino profissionalizante, tiramos 10 milhões de brasileiros da escuridão com o programa Luz Para Todos, conseguimos controlar a inflação e estabelecer uma política de recuperação do valor real do salário mínimo. Só por isso já teria valido à pena. Mas nós queremos mais, o PT quer mais, o Brasil quer mais. É verdade que atingimos a posição de sexta maior economia do mundo, mas ainda temos problemas enormes para resolver. São 500 anos de desigualdade que não podem nem serão resolvidos de forma definitiva de uma hora para outra. Temos a consciência de que há muito o que fazer. Portanto, eu diria que a principal diferença entre o PT da época de sua fundação e o PT de hoje é que agora estamos tendo a oportunidade de colocar em prática nossas ideias e isso exige maturidade, exige sabedoria para estabelecer os diálogos necessários com outros partidos e com a sociedade para dar prosseguimento a esse projeto de transformação profunda e irreversível do Brasil.

2- Como avalia as alianças que o partido fez na capital e no interior para as eleições municipais?

Luiz Sérgio: Na capital vamos caminhar com o PMDB indicando o candidato a vice na chapa do prefeito Eduardo Paes, que vem fazendo um trabalho considerado bom pela maioria da população e que tem trabalhado de forma muito afinada com a presidenta Dilma Rousseff. Isso garante ao PT uma posição importante para, no caso de vitória, ajudar a governar com uma participação ainda mais efetiva do que a que já temos hoje no sentido de implantar os projetos defendidos pelo partido. Além disso, nossa aliança na capital garante o apoio do PMDB à candidatura que teremos em Niterói. Recuperar a prefeitura de Niterói, cidade que já foi governada pelo PT, é uma questão estratégica para nós por tudo o que a cidade representa no estado. No interior há um processo de alianças mais complexo que leva em conta as realidades locais. Como exemplo, posso citar Angra dos Reis onde o PMDB será nosso adversário direto. Lá o PT está construindo uma ampla aliança de partidos para apoiar a eleição de nossa pré-candidata Conceição Rabha.

3- Quais as suas perspectivas em relação ao partido no processo eleitoral de outubro?

Luiz Sérgio: Tenho acompanhado de perto as articulações em todo o estado. O PT deverá ter entre 30 e 35 candidatos a prefeito, além dos nossos companheiros que vão compor a chapa majoritária concorrendo ao cargo de vice-prefeito. Nas cidades onde não terá candidatura própria o partido tem se organizado no sentido de montar chapas competitivas na disputa pelas Câmaras Municipais. Estou muito otimista. Acredito que o PT tem tudo para sair dessas eleições maior e mais forte no estado.

4- O senhor presidiu o Diretório Estadual do PT no Rio. De lá pra cá, como vê a organização do partido no estado do Rio?

Luiz Sérgio: Primeiro devo dizer que foi uma honra muito grande ter sido eleito de forma direta pelos filiados para dirigir o PT no estado do Rio. Tive a oportunidade de conduzir o PT-RJ durante o processo eleitoral de 2010, que elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil, e essa foi uma experiência muito gratificante. Depois fui convidado a assumir um lugar no novo ministério, primeiro na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e depois no Ministério da Pesca e Aquicultura. Em função disso tive que abrir mão da função de presidente do PT-RJ cumprindo o que determina nosso estatuto. Passei o cargo para o companheiro Jorge Florêncio, que era meu vice. Tenho acompanhado de perto o trabalho de Florêncio e continuo colaborando com a sua gestão. Posso dizer que ele, com o apoio e a dedicação de toda a direção partidária e dos funcionários, tem se saído muito bem na tarefa de conduzir o partido nesse período pré-eleitoral. Hoje temos um partido bem organizado e capaz de atender seus filiados e quadros políticos com eficiência.

5- O senhor foi vice do primeiro prefeito petista do Estado, que administrou Angra dos Reis na década de 80. Depois foi eleito para comandar a cidade. Fale sobre essa experiência?

Luiz Sérgio: Éramos muito jovens nessa época. Eu, por exemplo, tinha apenas 30 anos quando assumi o cargo de vice-prefeito na chapa de Neirobis Nagae. Depois fui eleito prefeito e assumi o mandado com 34 anos, sendo o prefeito mais jovem a governar a cidade. Foi um período extraordinário onde começamos a tirar do papel nossas ideias de uma cidade melhor e mais justa. Durante meu mandato ganhamos prêmios na Conferência das Nações Unidas para Habitação, em Istambul, por exemplo. Na época, construímos 10 escolas, passamos a valorizar o trabalho dos professores e o resultado é que Angra, naquele período, tornou-se referência nacional em educação.

6- Depois de passar pelo Executivo, o senhor disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e já está no seu quarto mandato consecutivo. Que ações parlamentares destacaria em benefício do Rio de Janeiro? Por exemplo, o senhor foi relator de uma Medida Provisória (MP) que mudou a forma de tributação dos portos e isso proporcionou a modernização dos portos brasileiros. Também foi relator da lei da indústria naval. Comente a respeito.

Luiz Sérgio: Como parlamentar eleito pelo Rio procuro fazer do meu gabinete em Brasília um posto avançado em defesa dos interesses do estado, como é natural que seja. Recebo prefeitos, vereadores e demais agentes políticos e dou encaminhamento aos pleitos na esfera federal. Isso é o básico, o que acredito ser o dever de todo e qualquer parlamentar. Além disso, sou um deputado que tem atuado em defesa das políticas defendidas pelo Governo federal desde o primeiro governo do ex-presidente Lula. Essas políticas têm beneficiado todo o país e o Rio de Janeiro em especial. Atuei, por exemplo, para que fosse aprovada a retomada das obras da usina de Angra III, que será importante para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro além de gerar empregos e divisas. Da mesma forma, projetos como o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) tem garantido o vigor econômico do nosso estado. Em 2006 tive oportunidade de coordenar a bancada federal do Rio na Câmara dos deputados e tivemos participação direta na obtenção de recursos para o estado no Orçamento da União e na elaboração de emendas coletivas. Como líder do PT na Câmara, em 2007, também procurei ser uma voz em defesa do Rio no Parlamento. Em duas ocasiões relatei Medias Provisórias que tiveram e tem um impacto muito significativo em nosso estado. A primeira foi a MP-177, que foi transformada na Lei 10.893/04 e ficou conhecida como a Lei da Indústria Naval. Essa lei modificou as regras do Fundo da Marinha Mercante (FMM), garantindo, entre outras coisas, a participação direta de um representante dos trabalhadores no Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante, e alterou e consolidou a legislação referente ao Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), entre outras providências. Na prática essa lei ajudou na recuperação dos estaleiros do estado do Rio e na retomada dos empregos nesse setor. Isso foi duplamente gratificante porque além de ajudar ao nosso estado pude contribuir com a recuperação da construção naval, área onde comecei minha vida profissional na década de 1970 como aprendiz no antigo estaleiro Verolme, em Angra dos Reis. Também relatei a MP-206, convertida na Lei 11.033/04, que instituiu o Reporto, o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária. Graças às condições garantidas por esta lei, o Porto do Rio recebeu, recentemente, investimentos da ordem R$ 70 milhões com a instalação de quatro portênieres e 10 novos equipamentos para movimentação de contêineres

7- Por ser um petista histórico, um parlamentar de prestígio e que dá visibilidade ao PT com suas ações políticas, o senhor foi convidado duas vezes para ser ministro no Governo da presidente Dilma. Fale sobre suas experiências nos ministérios das Relações Institucionais e da Pesca e Aquicultura, respectivamente.

Luiz Sérgio: Primeiro, ter recebido o convite da presidenta Dilma para integrar seu ministério foi motivo de muita satisfação. Na Secretaria de Relações Institucionais nosso primeiro grande desafio foi conduzir as negociações para aprovação da política de reajuste do salário mínimo. Fomos vitoriosos depois de uma longa e desgastante negociação e conseguimos aprovar um conjunto de regras que garante a recuperação do poder de compra do mínimo com ganho real para os trabalhadores e estabelece uma política de longo prazo que traz tranquilidade tanto para empregados quanto para empregadores. Logo em seguida tivemos a crise envolvendo o ex-ministro Antônio Palocci e por isso foi necessário uma revisão da coordenação política do governo. Fui convidado a assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura. Começamos a desenvolver um trabalho muito importante que consistia em chamar a atenção do Governo e da sociedade para o imenso potencial aquícola que o Brasil possui. Estou convencido de que o futuro da produção de pescado em todo o mundo está na criação controlada de peixes em cativeiro e não mais na captura pura e simples. Durante o período em que estive no MPA procuramos orientar os esforços nesse sentido sem esquecer, claro, da grande massa trabalhadora que ainda depende da captura para sobreviver. Entre as ações principais destacaria a demarcação de águas da união para o estabelecimento de novos parques aquícolas. Em fevereiro a presidenta me chamou e explicou da necessidade de acomodar o PRB, um dos nossos partidos aliados, no governo. Sempre fui partidário e nunca tomei atitudes que não tenham levado em conta a construção coletiva do partido e do nosso governo, por isso compreendi de forma imediata as razões da presidenta. Agradeci a oportunidade e retomei meu mandato na Câmara para seguir apoiando e construindo o governo da primeira mulher Presidenta do Brasil. No geral faço um balanço positivo desses 14 meses em que passei como ministro da presidenta Dilma Rousseff.


Ministério poderá interceder junto ao Estado a favor da modernização do Tebig

Onze vereadores de Angra dos Reis, entre eles a Vereadora Lia, acompanhados do prefeito Tuca Jordão (PMDB) e dos deputados federais Fernando Jordão (PMDB\RJ), Luiz Sérgio (PT\RJ), Filipe Bornier (PHS\RJ) e Simão Sessim (PP\RJ), participaram nesta terça-feira, 12, em Brasília, de uma reunião com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, para tratar da obra de modernização do terminal de petróleo da Baía da Ilha Grande (Tebig), ameaçada por uma recomendação de veto do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Em quase duas horas de encontro, os representantes de Angra expuseram os motivos que levam a cidade a defender o empreendimento. Entre as razões estão as condições naturais da localização do terminal e o custo, de US$ 900 milhões, bem mais barato que outras opções, como a de construção de um novo terminal em Maricá, cuja obra custaria US$ 5,4 bilhões. Zimmermann já conhecia parte da situação, já levada ao conhecimento do ministro da pasta, Edson Lobão, e comprometeu-se a intermediar uma solução junto ao governo do Rio, envolvendo na tarefa a direção da Petrobras. O próprio Zimmermann sugeriu que, na semana que vem, as autoridades de Angra participem de uma nova reunião, desta vez com o próprio ministro Lobão e os presidentes da Petrobras e da Transpetro, Maria das Graças Foster e Sérgio Machado. União e Petrobras poderão abrir um novo caminho de negociação junto ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

"Esta questão não é da atuação direta do Ministério mas, a meu ver, se esta for apenas uma birra ambiental, as autoridades de Angra têm mesmo que lutar e lutar. A princípio me parece que a decisão mais racional seria a ampliação do terminal da cidade" — disse o secretário-executivo.

Para justificar e defender a modernização do Tebig, os representantes de Angra entregaram ao secretário cópias dos relatórios feitos pelo Governo do Rio e pela Prefeitura angrense com os argumentos pró e contra a ampliação. Além disso, apresentaram dados sobre a movimentação e operação segura do Tebig nos últimos 35 anos, lembrando que hoje 60% do petróleo exportado pelo país passam por Angra dos Reis. Algumas das informações favoráveis à obra foram corroboradas pelo secretário de petróleo e gás do MME, Marco Antônio Almeida.

"A pior solução para o Governo e a Petrobras é não escoar o petróleo. A ausência do terminal é que nos preocupa, já que o aumento na produção é iminente e a melhor opção neste momento é a ampliação do terminal de Angra. O Ministério tem esse entendimento" — disse Marco Antônio.

"Esta ida ao Ministério foi muito importante para a causa da ampliação do TeBIG, em especial porque Angra ganhou mais um aliado contra a decisão arbitrária do governo Sérgio Cabral de querer impedir esta importante obra para a economia de Angra dos Reis" - avaliou Lia.

Fernando Jordão vira réu por suposto crime eleitoral

Por votação unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, nesta quinta-feira (14), denúncia (INQ 3198) do Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado federal Fernando Antônio Ceciliano Jordão (PMDB-RJ), pela suposta prática do crime eleitoral descrito no artigo 299 do Código Eleitoral*.

A Corte, entretanto, decidiu encaminhar os autos do processo ao Ministério Público Federal (MPF) para análise relativa à possível suspensão condicional do processo, conforme prevista no artigo 89 da Lei 9.099/95.

Referido dispositivo prevê que, nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, o Ministério Público poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena, previstas no artigo 77 do Código Penal (CP).

Desde que aceitas pelo acusado – caso não as aceite, o processo terá prosseguimento –, tais condições incluem, entre outras, a reparação de dano, a proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz, e o comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.

Ainda conforme o artigo 89 da Lei 9.099/95, o juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado. Se o prazo das condições expirar sem revogação, o juiz deverá declarar extinta a punibilidade. Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.

O caso

Da denúncia do MPF consta que o deputado, então na condição de prefeito do Município de Angra dos Reis (RJ), acompanhado dos então candidatos a prefeito e vice daquele município, em visita à localidade de Provetá, na Ilha Grande, também no município de Angra, teria cometido os delitos de captação ilícita de sufrágio (artigo 299 do Código Eleitoral) e utilização indevida da estrutura administrativa do Poder Executivo local (artigo 346 combinado com o artigo 377 do mesmo código). Na ocasião, em comício em frente à igreja local, durante a campanha eleitoral de 2008, ele teria oferecido transporte marítimo gratuito a potenciais eleitores da localidade, em troca de votos.

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, disse que a denúncia está fartamente documentada, dela constando, inclusive, extrato de depósito bancário da prefeitura na conta do marinheiro “Mestre Ernani Brandão”, contratado poucos dias depois do comício para efetuar o transporte de Provetá até Angra, três vezes por semana, até a data das eleições, gratuitamente para os usuários.

Há também, segundo ela, depoimentos de moradores que declararam ter utilizado o transporte gratuito, assim como de testemunhas que confirmaram a presença do então prefeito na localidade, no dia 14 de setembro de 2008, e declararam ter presenciado a promessa feita por ele.

O Ministério Público reconheceu, entretanto, que o crime previsto no artigo 346, combinado com o artigo 377 do Código Eleitoral (utilização indevida da estrutura administrativa do Poder Executivo local em prol de partido ou de organização de caráter político), do qual o deputado Fernando Jordão também fora inicialmente acusado, está prescrito.

Alegações

A Procuradoria-Geral da República rebateu, com provas documentais e testemunhais, as alegações da defesa, segundo a qual o então prefeito teria contratado o marinheiro “Mestre Ernani Brandão” para efetuar o transporte de materiais de construção para obras executadas na localidade de Provetá.

Diante disso, por entender que o processo está devidamente instruído e contém indícios de materialidade e tipicidade da conduta de que o parlamentar é acusado, o relator do processo, ministro Marco Aurélio, votou pelo recebimento da denúncia, mas propôs seu envio ao Ministério Público Federal para exame da possibilidade de suspensão condicional do processo. Foi acompanhado por todos os demais ministros presentes à sessão.

FK/AD

*Artigo 299 do Código Eleitoral - Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita: Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

STF

13 de junho de 2012

Trabalho infantil cai 13% em 10 anos, diz IBGE

O Censo 2010 revelou que o trabalho infantil no Brasil diminuiu 13,44% entre 2000 e 2010, de acordo com relatório divulgado ontem no Fórum Nacional para a Erradicação do Trabalho Infantil, no Ministério da Justiça, em Brasília.

Segundo o IBGE, o trabalho na faixa etária entre 10 e 17 anos caiu, de 3,94 milhões de pessoas, em 2000, para 3,4 milhões, em 2010. O estudo, porém, aponta que, na faixa entre 10 a 13 anos, houve crescimento do número de crianças trabalhando.

“Ao analisar as distintas faixas etárias, observa-se um aumento no grupo mais frágil: o trabalho infantil na faixa entre 10 e 13 anos voltou a subir em 1,56%”, afirma o estudo.

Segundo o IBGE, o aumento de 10.946 crianças de 10 a 13 anos trabalhando, na última década, é preocupante, pois são anos cruciais para o desenvolvimento escolar do adolescente.